(Ísis Zisels)
Da eclosão diurna,
das representações
e de toda a ciência,
cortesia
e decência,
eu quero distância.
Prefiro a sombra
dos sentidos,
a descida,
a discrepância,
caminho curvo,
amor turvo,
o absurdo
e sua dança
O desmedido,
o primitivo,
o desejo
e a lembrança
nos ditirambos
do meu próprio inferno –
mas não para sempre,
até o fim do inverno.