Saturday

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER

(Ísis Zisels)

O que sou senão um ser natural,
Com o corpo de sol e sonhos?
Flor do mar na travessia...
Concha de pausas e melodias

O que sou senão o que vivo e hei de viver?
Senão as mortes que aprendo a morrer?

Eu, que flutuo na incerteza da noite,
Com a clareza do meio-dia –
Eis o meu múltiplo:
Dor e alegria!