(Ísis Zisels)
Escrevo para expurgar demônios!
Gritar ao mundo o que há entre colchetes!
Libertar errantes “erres”
Na túrgida resposta das amígdalas
Escrevo para vomitar hipérboles
Em crônicos “ais”
E cômicos “mas”,
Devorados por vírgulas,
Na síncope do tempo
Escrevo para interpretar-me
Render-me às reticências...
Exclamar volúpia e dor
Na divina loucura do amor!
Escrevo no espaço das orações
Sem aspas ou interrogações:
Nua, lúcida, plena
No vazio silencioso que ultrapassa o verbo...
A contemporaneidade é um grande milk-shake sorvendo a si mesmo. Prefiro ser extemporânea.
Monday
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(Ísis Zisels) O cerne do erro Ruge no rosto Rastro arranha O roxo: Carne exposta Do afrouxo!
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Um palavrão fragmentado.
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(Ísis Zisels) Galopa urbes Logos gago Gânglio em guerra Gole enterra Lúgubres Lagos
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(Ísis Zisels) Meu amor vem das Moiras, Deusas crônicas; Das fibras sintônicas, Dos tecidos febris Vapores de peles, Anatólias hedôni...
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(Ísis Zisels) Onde o cisne dança? No sal do Chipre, Em onda mansa O sol No sonho Ao dorso Lança Sombra Lúbrica Lembrança Aonde a boca avan...