(Ísis Zisels)
Sou um par de estrelas míopes
Amando a noite
Sem despi-la
Tenho veias microcósmicas,
Boca microcósmica
E isso me basta
Devoro átomos,
Respiro Ápeiron,
Desejo vida
E sangro
Habito o cosmo,
Orbito nua,
Percebo o sonho:
Sou Eu ou a Lua?
A contemporaneidade é um grande milk-shake sorvendo a si mesmo. Prefiro ser extemporânea.
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(Ísis Zisels) O cerne do erro Ruge no rosto Rastro arranha O roxo: Carne exposta Do afrouxo!
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Um palavrão fragmentado.
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(Ísis Zisels) Galopa urbes Logos gago Gânglio em guerra Gole enterra Lúgubres Lagos
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(Ísis Zisels) Meu amor vem das Moiras, Deusas crônicas; Das fibras sintônicas, Dos tecidos febris Vapores de peles, Anatólias hedôni...
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(Ísis Zisels) Onde o cisne dança? No sal do Chipre, Em onda mansa O sol No sonho Ao dorso Lança Sombra Lúbrica Lembrança Aonde a boca avan...